Ayahuasca
A ayahuasca é um chá de origem ancestral utilizado por povos indígenas da Amazônia em contextos sagrados e espirituais. Feito a partir da combinação de duas plantas – o cipó Mariri (Banisteriopsis caapi) e as folhas da Chacrona (Psychotria viridis) –, o chá contém substâncias que atuam no sistema nervoso, proporcionando estados alterados de consciência que geram experiências profundas e podem levar a autoconhecimento e conexão com o Íntimo.
*Estudos modernos sugerem que ele estimula processos de regeneração cerebral, ajudando a aliviar traumas emocionais, depressão, ansiedade e promovendo uma sensação de clareza e conexão espiritual. No Ayaser vemos o chá produzindo ótimos efeitos até mesmo no combate aos vícios, a depender do comprometimento da pessoa com o seu processo.
Nos dias atuais, a ayahuasca tem atraído a atenção de pessoas em busca de respostas sobre a vida e de um despertar espiritual. Apesar de ser considerada uma substância segura quando utilizada em contextos ritualísticos e com acompanhamento adequado, ela pode provocar intensas reflexões, emoções e visões. Por isso, é essencial que seja consumida com responsabilidade e orientação de pessoas experientes, sempre inserida em um contexto que valorize sua essência, propósito e emancipação.
Dúvidas Frequentes
Sim, pode acontecer. Não entendemos que estes processos sejam limpezas, mas sim processos difíceis que em muitas vezes podem ser resistência, distração ou, até mesmo, adaptação ao estado alterado de consciência.
Aqui no Ayaser, costumamos brincar dizendo que sempre morremos bebendo ayahuasca, mas não "fisicamente". Nosso propósito é permitir que a bebida nos coloque em contato com o nosso universo interior trazendo grande clareza sobre as nossas virtudes e defeitos. Estes são agregados psicológicos que estão em nossa treva interior (inconsciência). Quando tomamos consciência do defeito levamos luz àquela escuridão, então utilizamos técnicas para a eliminação desse defeito. Essa é a morte que as pessoas sentem profundamente, porém ela acontece em nossos corpos sutis e é isso que produz a verdadeira mudança que tanto necessitamos.
Este é o único tipo de morte que o chá de ayahuasca provoca.
Não. O que nos permite a experiência com o chá de ayahuasca é uma molécula chamada DMT. Esta molécula já existe em nosso corpo em pequenas quantidades e pode ser ampliada em momentos específicos como no nascimento e morte. É por isso que pessoas que vivem as EQMs (Experiências de Quase Morte) relatam experiências parecidas com as de pessoas que tomam o chá.
Além do DMT, o chá possui β-carbolinas que são inibidoras da monoaminoxidase (MAO), as enzimas responsáveis pela degradação do DMT. A duração deste efeito é de mais ou menos 4 horas e então os níveis de serotonina e DMT voltam ao normal. É tudo uma questão de digestão.
Ainda assim, fala-se muito do medo de não voltar pois da primeira vez é comum esta sensação no final da experiência. Se você sentir isso em sua experiência, fique tranquilo que é só impressão. Relaxe que logo o efeito passará.
A ayahuasca enquanto substância não representa perigo algum, mas alguns cuidados podem ser tomados.
Não recomendamos o uso de pessoas com transtornos psicóticos, que tenham alucinações, delírios e perda de contato com a realidade, como nos casos de esquizofrenia.
Também nos casos de transtornos dissociativos que causam sentimentos de distanciamento do eu, da memória ou da identidade (múltiplas identidades).
Se você tiver dúvidas, entre em contato conosco que poderemos conversar mais profundamente acerca dos seus sintomas.
Já existem muitos estudos* que falam sobre os efeitos do DMT na formação de novos neurônios e de outras células neurais como astrócitos e oligodendrócitos. A estimulação neurogênica está relacionada a uma melhora no aprendizado espacial e tarefas de memória in vivo. Esta capacidade de modular a plasticidade cerebral sugere que ela seja uma substância com grande potencial terapêutico para o tratamento de doenças psiquiátricas e neurológicas, incluindo doenças neurodegenerativas.
*https://www.nature.com/articles/s41398-020-01011-0
Fora as pesquisas, vimos em nosso próprio espaço muitas pessoas se curando de vícios dos mais variados tipos, pessoas com depressão reencontrando o sentido de viver, entre tantas curas de perturbações psicológicas que acometem boa parte da população contemporânea. Ao entendermos a metafísica das doenças, tomamos consciência da mensagem que elas vieram nos passar e, a depender do estágio, elas se tornam desnecessárias.
Enquanto tecnologia espiritual a ayahuasca é um facilitador para experiências meditativas. Ao aprendermos esta técnica milenar descobrimos que para além dos objetivos mundanos, temos objetivos mais profundos que culminam na ascensão espiritual.
Não. Já existem estudos suficientes comprovando que não há nenhuma substância que cause dependência física no chá.
Mesmo enquanto tecnologia espiritual, não consideramos que a ayahuasca seja um recurso a ser utilizado para toda a vida. O chá te ajuda a despertar seus sentidos parapsíquicos. O despertar destes sentidos aliados a meditação são capazes de promover a mesma ação sem qualquer substância.
O foco do nosso trabalho não é fazer com que as pessoas bebam ayahuasca, mas auxiliar aqueles que buscam a autodescoberta íntima e o despertar da consciência a atingir sua individuação e autonomia.
O Dr. Wilson Gonzaga, famoso psiquiatra que também trabalha com ayahuasca, traz algumas informações sobre interações medicamentosas.
Os antidepressivos modernos, tipo inibidor específico de recaptação de serotonina, têm o mesmo mecanismo farmacinético da ayahuasca. Então, pode haver um acúmulo de serotonina e culminar numa Síndrome Serotoninérgica. De maneira formal, antidepressivos como fluoxetina, sertralina, escitalopram, citalopram e, até mesmo, venlafaxina e desvenlafaxina devem ser evitados.
O rivotril é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos e que tem uma ação depressora do sistema nervoso central, mas não tem nenhum tipo de interação com a ayahuasca. Então, parar um dia antes pode resolver, o que não resolve no caso dos antidepressivos. Pode parar, com reservas, o Rivotril e seus similares, como diazepam, bromazepam e os demais remédios dessa classe.
Quem usa ritalina precisa ter cuidado, porque pode desencadear uma crise de ansiedade. O melhor caminho nesses casos é fazer uma anamnese bem feita para entender o motivo do uso deste medicamento, mas vale destacar que essa substância tem vida curta, portanto, se não tomar no dia, não vai haver nenhum problema relacionado a interação com a ayahuasca.
Com relação a anti-inflamatórios como ibuprofeno, nimesulida, diclofenaco, não há nenhum problema.
Quanto a quimioterapia, de maneira geral, quando a pessoa está passando por um processo como este, deve suspender tudo e só fazer a quimioterapia. Se ela escolher beber ayahuasca de alguma maneira, que seja com microdoses em um cenário mais simbólico e espiritual.
Outros medicamentos como losartana, e sinvastatina não tem nenhum problema. No caso da levotiroxina, consultar um endocrinologista.
Há poucas evidências científicas de interação medicamentosa e ayahuasca. Por isso é importante procurar lugares sérios com pessoas experientes.
Por isso atendemos somente mediante agendamento para compreender o contexto de cada um, fazer perguntas e tirar dúvidas. Estamos sempre à disposição!
Resumo Informativo
O que o chá de ayahuasca produz é uma saída em corpo astral. Essa é uma sensação que não estamos acostumados. Devido a isso, algumas pessoas se assustam e tentam controlar ou impedir esta sensação quando ela chega. Fazer isso é como resistir ao que a bebida está ajudando a perceber, que em união com o Íntimo faremos acessos profundos e nem sempre serão agradáveis, porém, libertadores. É isso que pode gerar o vômito. O segredo é manter uma postura ereta e respirar. Não há necessidade de passar mal.
